A palavra “leitourgeía” origina-se no grego, e significa “exercício ou trabalho público”, assim que o sacerdote ao ministrar no templo foi chamado de leitourgia (Lc 1.23), e o Novo Testamento revela o que é “adoração genuína” de “quem serve” a Deus (At 13.2) e passou a designar todo “serviço” de Deus (Rm 15.16; Hb 8.2).
Sabe-se que do dirigente (leitourgia) depende a evolução (um crescendo), a dinâmica e a boa ligação entre as partes que compõem o culto. Por isso, todos que tomam parte ativa na direção do culto, devem ter o intuito de que através do mesmo “Deus seja glorificado”, o “mistério de Deus em Cristo” seja revelado a toda pessoa que vier para a adoração (as pessoas vêm ao templo para adorar a Deus e não apenas para assistir a um culto), que o evangelho seja proclamado de forma clara em todo processo de adoração, que haja tempo para quebrantamento e edificação de todos.
Ao lermos Isaias 6.1-9, entendemos que no desenvolvimento do culto temos: adoração (visão de Deus), contrição (confissão), perdão, proclamação, dedicação (consagração). O apóstolo Paulo diz: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.1,2).
Portanto, a mensagem que é pregada num culto, deve ter ligação entre o que o povo expressou (em cânticos e afins) a Deus e o que agora Deus fala a Seu povo mediante a exposição da Sua Palavra. Por isso, ressalta-se mais uma vez: é de fundamental importância que se tenha consciência por parte daqueles que têm a responsabilidade num serviço de culto levar o povo a adorar a Deus e que estes tomarão decisões para a sua vida, baseados ou influenciados naquilo que viram e ouviram.
Cremos na vida alegre e vitoriosa do povo que adora e louva a Deus. O nosso culto individual ou coletivo deve ser vivo, espiritual, equilibrado e ordeiro. “Habite ricamente em vós a palavra de Cristo: instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda sabedoria, louvando a Deus com salmos, hinos e cânticos espirituais, com gratidão em vossos corações. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Cl 3.16-17; Ef 5.19,20).
A Igreja de Deus, desde o seu início, tem dado ênfase à Bíblia como única regra de fé e prática.
A oração tem grande importância na vida dos crentes da Igreja de Deus. Durante os cultos há momentos em que todos podem orar, um de cada vez (ordem no culto - Mt 6.7, 1 Co 14.16,27,33 todos entendiam At 2.11, recitação conjunta 4.23-31). Essas orações envolvem súplicas, confissão, intercessão, adoração e ações de graças, enquanto alguém no púlpito lidera a oração (Sl 30.4; 96.1-9; Ef 5.19-20).
A música na igreja é um dos grandes instrumentos para propagar o amor de Deus. É tão necessário haver uma boa música na igreja como boa pregação. Um programa musical eficiente torna o indivíduo apto a receber as verdades que o pregador apresenta em seu sermão.
A história bíblica está repleta de referências ao canto, ao toque de instrumentos e ao uso de música no culto a Deus. O desenvolvimento da música de adoração não está entregue à imaginação ou composição individual. A Bíblia apresenta centenas de referências ao uso de cânticos e instrumentos para o culto devoto e expressivo do povo, ao mesmo tempo em que declara o poder e a majestade de Deus.
A necessidade de um bom preparo no uso da música no louvor a Deus, sempre foi sentida pelos que desejam oferecer a Deus um culto agradável. Para que essa graça seja possível, todo culto deve ser planejado. A música deve ser usada no momento certo e de maneira correta. Nem sempre um sermão por si só atinge a finalidade de levar o homem a Deus e a um exame íntimo. A música pode induzir o ouvinte a pensar em Deus, pensar em si mesmo, pensar nos outros, não apenas naqueles que compartilham da experiência do culto, mas também naqueles que estão ausentes e devem ser ganhos para Cristo.
Cada ministro do evangelho continua a esperar que a sua equipe musical permaneça no seu devido lugar, para chamar o povo à fé, ao amor, à devoção e ao serviço. Tristes serão as conseqüências, se formos negligentes e falharmos em não aceitar a nossa responsabilidade com seriedade.
A música é a única arte ordenada por Deus para o Seu serviço. É a única que temos certeza de levarmos conosco deste mundo, para usá-la, eternamente, no céu. É a única que está conosco desde os tempos das canções de ninar, cantadas por nossas mães, até o último adeus sobre esta terra. A música vem Deus, por Deus e para Deus.
Podemos afirmar que somente a música que honra a Deus é digna de ser usada nos cultos da igreja (Cl 3.16). Caracteristicamente a música usada na igreja deve: expressar verdades bíblicas, doutrinas corretas, ser devocional, possuir boa forma literária, ter bom estilo musical, ser apropriada à ocasião em que estiver sendo usada, expressar o sentimento da congregação e ser tão simples que possa ser entendida por todos.
O canto congregacional deve ser um momento de grande júbilo e de espírito festivo, mas sólido, consistente e positivo. Através do mesmo os membros da igreja podem: expressar seus sentimentos de louvor e adoração ao nosso Deus, ão unidos por laços de comunhão, o evangelho pode ser compreendido de forma fácil, testemunhar a sua fé em Cristo e os não crentes aprendem verdades bíblicas sobre a Salvação.
A música no culto visa a introspecção, a comunhão e o relacionamento entre homem e Deus e Deus e o homem. Nunca a música visa o exaltar qualquer outra cousa, pois Agostinho disse certa vez: “Quando fico comovido pela voz daquele que canta, mais do que pelas palavras cantadas, confesso que pequei”.
Jesus ensinou que Deus procura adoradores que O adorem em Espírito e em verdade (Jo 4.23-24)
A maioria dos cristãos/igrejas cultua a Deus no primeiro dia da semana, que em nosso calendário tem o nome de domingo. Os judeus guardavam o sábado; nós os cristãos, reunimo-nos para adorar a Deus no domingo. Mas, desde que o fazemos de sete em sete dias, segue-se que o domingo se tornou, para os cristãos, sétimo dia.
A razão de os crentes terem mudado o sábado literal dos judeus para o sábado espiritual , que é o domingo, é que :
A palavra sábado significa “descanso” e os judeus, nesse dia, cessavam suas atividades para cultuarem a Deus celebrando a criação. O descanso dos cristãos ficou sendo o primeiro dia da semana, pelos motivos bíblicos acima mencionados, neles os servos do Senhor se reúnem para cultuar ao Deus da redenção em Cristo Jesus. O “dia do Senhor”, o domingo, é o sábado (descanso para a assembléia solene) dos filhos de Deus.
Necessitamos e queremos avivamento espiritual segundo o padrão bíblico, que envolve estudo da Palavra de Deus, arrependimento dos pecados, conversão, oração, jejum, consagração (At 3.19-20; 2.42-47), mediante inspiração e ação do Espírito Santo.
“Atente bem para a sua própria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, agindo assim, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem”. (1 Tm 4.16)
“Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a Igreja de Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue” (At 20.28).
Ecos da Liberdade - Marechal Cândido Rondon
Problemas no site? Avise-nos.